domingo, 30 de junho de 2013

"Tempo de Escola"






Com a aproximação do final do ano letivo, as escolas preparam-se para receber as famílias na "grande" Festa.

Arraial, jogos tradicionais, música, sardinhas,  e as "pequenas" mas enormes "Estrelas", as nossas Crianças. 

Fazem o melhor que podem e sabem, para agradar os crescidos. Cantam, dançam e encantam.
Algumas estão alegres e descontraídas, outras, as mais sensíveis e reservadas, emocionam-se e ficam com os olhos tristes. Mas, ficam ali (de pé), perante a enorme plateia, pais, avós, tios, primos, amigos. Os professores sempre do seu lado apoiam, ensinam e vivem o momento. Afinal, estão ali meses de trabalho, com histórias, canções, projetos, ensaios...é o momento de Glória, em que é apresentada a Sabedoria da relação Escola/Professor/Aluno.

É como uma grande família, pois vivem muitas horas por dia e por ano juntos. Têm um papel essencial na vida das pessoas e da sociedade. Fazem ver e acontecer momentos únicos e inesquecíveis.

 Momentos que ficam guardados nos nossos corações para sempre, que nunca se esquecem. Guardam-se, junto daquelas "pérolas preciosas" que não têm forma, cor ou peso. Ficam no baú do "Tesouro das Emoções".

A grande instituição, que é a Escola, devia ter sempre um espaço reservado no album de família, as memórias de uma vida.


  


Curiosidades sobre a Escola:



http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/escola/ensinoroma/

 É aos romanos que se deve o primeiro sistema de ensino de que há conhecimento: um organismo centralizado que coordena uma série de instituições escolares espalhadas por todas as províncias do Império. O carácter oficial das escolas e a sua estrita dependência relativamente ao estado constituem, não apenas uma diferença acentuada relativamente ao modelo de ensino na Grécia, como também uma novidade importante.

O nascimento das Escolas Latinas

As primeiras escolas latinas são inteiramente, na sua origem, de inspiração grega. Limitam-se a imitá-las, tanto no que concerne ao programa, como aos métodos de ensino.

Porém, os romanos vão pouco a pouco organizá-las em três graus distintos e sucessivos: a instrução primária, o ensino secundário e o ensino superior, aos quais correspondem três tipos de escolas, confiadas a três tipos de Mestres especializados. 

As escolas primárias datam provavelmente dos séculos VII e VI a.c., as secundárias surgem no século III a.c. e das superiores somente há conhecimento da sua existência a partir do século I a.c..A data em que surgiram as primeiras escolas primárias permanece controversa. 

Pensa-se que o ensino elementar das letras terá surgido em Roma muito antes do século IV a.c., provavelmente remontando ao período etrusco da Roma dos Reis. Data do ano 600 a.c. a tabuleta de marfim de Marsigliana d’Albegna que possui gravada na faixa superior do seu quadro um alfabeto arcaico muito completo, destinado a servir de modelo de escrita incipiente que se exercitava escrevendo na cera da tabuleta.

Se é certo que a iniciação da criança nos estudos fica a cargo de um preceptor particular (em especial nas famílias aristocráticas), por volta dos sete anos a criança é confiada a um Mestre Primário – o litterator, “aquele que ensina as letras”, também designado por primus magister, magister ludi, magister ludi literarii, ou, como viria a ser designado no século IV a.c., o institutor. O primus magister é, em Roma, mal remunerado e pouco conceituado na hierarquia social.

Tal como na Grécia, também as crianças romanas se faziam acompanhar à escola por um escravo, designado segundo a terminologia grega por Paedagogus. Este poderia, em determinadas circunstâncias, ascender ao papel de explicador ou até mesmo de mentor, arcando assim com a educação moral da criança. O Paedagogus conduzia o seu pequeno senhor à escola, designada por ludus litterarius, e aí permanecia até ao final da lição. O ensino é colectivo, as meninas também frequentavam a escola primária, embora para elas o preceptorado privado pareça ter sido a nota dominante.

Cabe ao Mestre providenciar as instalações. Este resguarda os seus alunos debaixo de um pequeno alpendre protegido por um toldo – pérgula -  nas proximidades de um pórtico ou na varanda de alguma mansão aberta e acessível a todos. Há conhecimento de ter existido em Roma  uma escola abrigada na esquina do Fórum de César. As aulas são portanto essencialmente ministradas ao ar livre, em local isolado dos barulhos e das curiosidades da rua por meio de um tabique – o velum.

As crianças agrupam-se em torno do Mestre que pontifica da sua cadeira – a cathedra - colocada sobre um estrado. O mestre é muitas vezes assistido por um ajudante, o hypodidascales. Sentadas em escabelos sem encosto, as crianças escrevem sobre os joelhos.

A jornada escolar da criança romana tinha início muito cedo e durava até ao pôr-do-sol. As aulas apenas eram suspensas durante as festas religiosas, nas férias de Verão (dos finais de Julho a meados de Outubro) e também durante as nundinae que semanalmente se repetiam no mercado. 

Além da leitura, o programa compreende a escrita em duas línguas (latim e grego) e um pouco de cálculo no qual se inclui a aprendizagem do ábaco e do complexo sistema romano de pesos e medidas. Para a aprendizagem do cálculo recorria-se vulgarmente à utilização de pequenas pedras - calculi - bem como à mímica simbólica dos dedos.



Números simbolizados pelos dedos

A técnica aprofundada do cálculo escapa no entanto à competência do primus magister, sendo ensinada mais tarde por um especialista, o calculator. Este distingue-se do primus magister na medida em que o seu papel está mais próximo do de um especialista, como os calígrafos ou os estenógrafos.

Na aprendizagem da escrita começava-se por se aprender o alfabeto e o nome das letras, de A a X, antes mesmo de lhes conhecer a forma. O nome das letras era seguidamente ensinado ao contrário, de X a A e posteriormente aos pares, primeiro agrupados segundo uma dada ordem e logo após agrupados de forma aleatória. Seguia-se a aprendizagem das sílabas, em todas as combinações possíveis e, por fim, dos nomes isolados. Estes três tipos de aprendizagem constituem as categorias sucessivas do abecedarii, syllabarii e nomirarri. Antes de passar à redacção de textos era ensaiada a escrita de pequenas frases bem como máximas morais de um ou dois versos.

O ensino da escrita é simultâneo ao da leitura. A criança escreve em sua tabuleta as letras, palavras ou textos cuja leitura deverá posteriormente efectuar. Empregam-se a princípio dois métodos alternados: um que remonta às origens da escola grega e que consiste em guiar a mão da criança para lhe ensinar o ductus, e outro mais moderno, talvez originário da escola latina, em que se utilizam letras gravadas em concavidades na tabuleta que a criança retraça usando o estilete de ferro e seguindo o sulco através da cera. Esta é alisada com o polegar logo que tenha terminado a tarefa, para que assim possa reproduzir as letras na tabuleta.






 Tabuletas ceráceas para escrever
                           

                                       
canetas e stili romanos



Quando surgem o pergaminho e o papiro a criança passa a escrever com uma cana talhada e molhada em tinta.



                  Tinteiros romanos

Os livros são feitos com folhas coladas lateralmente e enroladas à volta de uma varinha. Para ler, a varinha é mantida na mão direita e com a outra mão desenrola-se a folha única.

Associada à leitura e à escrita encontra-se a declamação. A criança é incentivada a memorizar pequenos textos à semelhança do que ocorria na Grécia.   

Os alunos são agrupados em classes, de acordo com o seu rendimento escolar. O autor (desconhecido) dos Hermeneumata Pseudodositheana salienta a necessidade de “...levar em conta, para um e para todos, as forças, o adiantamento, as circunstâncias, a idade, os temperamentos vários e o desigual zelo dos diversos alunos.” Esboça-se uma modalidade de “ensino mútuo”, em que os melhores alunos colaboram com o primus magister ensinando aos colegas as letras e as sílabas. Os títulos (designação latina para quadro preto) é também uma invenção romana. Consiste num rectângulo de cartão preto em torno do qual os alunos se agrupam de pé, ordeiramente.

 Estes métodos começam a ser questionados por volta do século I da nossa era, tendo-se registado desde então uma evolução no sentido de um abrandamento da disciplina em favor de uma indulgência crescente para com as crianças. A rotina pedagógica foi aligeirada com a introdução de novas práticas de ensino que ficam a dever-se a Marco Fábio Quintiliano, reconhecido Professor de Eloquência que viveu no século I da nossa era."



Em pleno século XXI ,ano de 2013, podemos questionar-nos sobre muitas mudanças que existiram, ao longo de séculos, na educação. Umas para pior, mas outras concerteza que evuluíram de uma forma muito positiva.

É bom saber que o excesso de austeridade e a imposição de certas "matérias" às crianças, desapareceram. Sendo assim, deu lugar, pelo menos na primeira infância a uma variedade atrativa e interessante de "disciplinas", ligadas à arte, às "letras" e também à "matemática". Logo desde pequeninos, são estimulados para gostarem e estarem atentos ao mundo que os rodeia.

As Escolas já não vivem fechadas sobre si mesmas, mas viradas para a comunidade. As crianças não só vêem, como sentem e vivem cada momento, com mais intensidade e alegria.

Cabe, então a nós Pais, Educadores e Professores dar continuidade, a esta evolução tão benéfica, que a Educação sofreu. Seja pela música, história, poesia, expressão corporal... o fundamental, é mantê-los sempre interessados em alguma coisa, e ajudá-los a escolher o melhor caminho a seguir.



terça-feira, 18 de junho de 2013

"Tempo de Celebrar a Vida"

Se pensarmos nos nossos Avós, lembramo-nos logo de algumas histórias contadas ou mesmo vividas, sobre o Tempo das Festas.  

Tudo era vivido com mais "intensidade" e, com mais significado. Nada era antecipado, vivia-se cada momento com calma e na altura certa. O S. Martinho, o Natal, as Janeiras, o Carnaval, a Páscoa, os Santos populares e por aí fora. Nada acontecia por acaso, havia sempre um sentido.


Hoje em dia, é muito diferente. Os acontecimentos e as épocas festivas, "atropelam-se" e perdem-se no "Tempo". Algumas, até muito típicas e culturais, são esquecidas, pela pressa de ver chegar o dia de abrir as "prendas".

 Fazer por fazer, Dar por dar, mas sem verdadeiro "valor" e entusiasmo de viver aquele momento,  com toda a envolvência que tem, como é o caso do Natal.


E, é por falar desta época tão especial, tão familiar e própria de tradicões bem portuguesas (e, não só), que vou mais uma vez homenagear a minha Avó Ema.


 
Fazia 100 anos, no passado dia 15 de Junho. Nasceu no ano de  1913, em Pontével

É muito Tempo, muitas Histórias e Épocas vividas.

Passou por imensos acontecimentos históricos, mudanças, guerras mundiais, evoluções e "desevoluções"até ao dia 25 de Dezembro de 2006. Curiosamente, partiu neste dia, e penso que não foi por acaso. Um dia único, especial, de partilha, alegria,  festa. Um dia que adorava e vivia com toda  a "intensidade", que tinha. E, por ser católica e cheia de fé, partiu com um sorriso, sabendo que tinha cumprido a sua missão, cá na "Terra". 

Partiu num dia de esperança, ou não seria este o dia do nascimento de Jesus e, levou-a para onde quer que tenha ido, para o céu, para as estrelas.

 O significado do nome Ema quer dizer Universal. Não podia ser melhor. Universal nas palavras, atitudes, relações. Única e um "amor de pessoa", como se diz na linguagem  do povo. Amor, era a sua palavra de ordem. Amar, Dar e Viver . Dava-se bem com tudo e todos, adaptava-se a qualquer situação, nova ou antiga.



Encontrei algumas curiosidades, sobre o seu nome e, que se adequam perfeitamente á sua imagem.

 Ema tem 3 carácteres.
Origem do nome Ema = Latim.
Significado Ema : universal.

Muita inteligencia e poder de comunicação,
Estar sempre envolvida com diversas coisas ao mesmo tempo, é uma constante na vida desta personalidade aventureira muito curiosa, impaciente e dinamica.
Espirito livre, nunca recusa uma viagem.
Relaciona-se muito bem com todos e não dispensa uma boa conversa!

Como não podia deixar de ser, vou falar um pouco da Terra que a viu nascer, Pontével.

www.jf-pontevel.pt




A freguesia de Pontével pertence ao concelho do Cartaxo, distrito de Santarém, a sua sede situa-se na vila do mesmo nome e tem por padroeira, Nossa Senhora da Purificação, também conhecida por Nossa Senhora das Candeias.
A situação privilegiada de Pontével, entre Santarém, Almoster e Alenquer, tornou-a ponto de passagem obrigatório dos mais altos nobres da corte, tal como a Rainha Santa Isabel que "quando se deslocava de Almoster para Alenquer, passava sempre por Pontével". D. Nuno Alvares Pereira, aqui decidiu tomar o partido de D. João I, Cristóvão Colombo aqui pernoitou quando se deslocava para Santarém após o encontro com D. João II em Vale do Paraíso, em Pontével também se encontraram os exércitos do conde de Abranches e D. Afonso V em 1449, o que levou o Prof. José Hermano Saraiva a referir-se a Pontével, como "a Vila que já foi Capital Política do País."
 

Foi cabeça de pelo menos três morgadios.O primeiro instituído pela família dos Negrões, casa situada na rua Frei Manuel da Encarnação conhecida pela casa da Assembleia ou da D. Tátá.
 O segundo morgadio instituído por Mateus Peixoto Barreto quando fundou o Recolhimento de S. Dâmaso e, por último o morgadio dos morgados de Pontével, da família Bairros ou Barros residentes na Quinta da Fonte da Telha.
 

Do passado glorioso de Pontével, restam ainda alguns edifícios que foram propriedade ou habitação de nobres que aqui viveram ou passaram os seus tempos de lazer. São casas altas de varandas alpendradas com tecto de madeira suportado por colunas, cujo acesso se faz por uma escada de alvenaria, que caracterizam a arquitectura da nobreza rural, dos séc. XVI, XVII e XVIII.


 casa condessa








 Os progressos do séc. XIX, tiveram o seu reflexo em Pontével, criando a rede viária Pontével/Aveiras de Cima e Pontével/Reguengo, a inauguração do caminho de ferro Lisboa/Carregado em 1856 e dois anos mais tarde o seu prolongamento até à Ponte d´Asseca (Santarém).


http://pt.wikipedia.org/


De fundação muito antiga, anterior à da nacionalidade, começa a constar na documentação régia logo a partir de Dom Afonso Henriques,

 A importância da Comenda de Pontével, integrava Ereira e Lapa, está patenteada pela posição que ocupava, relativamente à sua congénere scalabitana, com a qual chegava a rivalizar em termos de supremacia hierárquica.
Apesar da vetusta idade, Pontével não conserva muitos vestígios do passado e encerra alguns mistérios que urge decifrar. A chamada Ponte Romana ou Medieval é um desses mistérios, pois apenas se pode constatar que se trata de uma obra rudimentar bastante arcaica.



 No século XIV, o fidalgo Bartolomeu Joanes (cuja sepultura podemos ainda hoje apreciar à entrada da Sé de Lisboa deixou uma disposição testamentária com vista à construção de uma ponte sobre o rio de Pontével.
A Igreja de Nossa Senhora da Purificação (Matriz de Pontével) assenta sobre o primitivo templo cristão ali erguido provavelmente logo a partir do século XII, mas foi completamente reconstruída no século XVII, sofrendo a partir daí algumas obras de restauro. No seu interior podem-se apreciar alguns elementos importantes datados entre os séculos XVI e XVIII, como a pia baptismal, os painéis pintados do Mestre da Romeira, um fresco da Padroeira no tecto da capela-mor, azulejaria, talha dourada e muitos outros motivos. São ainda de realçar os túmulos dos Comendadores do século XVII, entre os quais se destaca o de António Botto Pimentel.
O brilho de Pontével parece ter-se apagado com a extinção das ordens religiosas, de tal modo que, entre os finais do século XIX e o início do século XX, alguns ilustres visitantes se indignam com o estado de ruína da velha urbe. Por essa razão talvez, podemos assistir, a partir de então, a algum renascimento urbanístico, embora modesto. Exemplos de obras desse período são a reconstrução da Capela de Nossa Senhora do Desterro (antiga Ermida do Espírito Santo), bem como os arranjos do Rio da Fonte (o fontanário, a ponte, e a consolidação da margem esquerda do rio). Já na década de 30, noutra zona da grande beleza natural e entrada da vila, foi construída uma fonte que ostenta a forma de uma concha, à qual o povo rapidamente chamou, “A Saramaga“.
Poucos anos depois, em homenagem ao espírito filarmónico que também caracteriza a sociedade pontelevense, ergueu-se, no antigo Largo dos Três Fidalgos, um típico Coreto, que rebaptizou o local. Ofuscando o seu verdadeiro nome: Largo Mariano de Carvalho.

Festas anuais


  • Festa dos Fazendeiros que se realiza no Domingo de Pascoela;
  • Artével - Feira de Artesanato e Artes Plásticas que se realiza em meados de Junho;
  • Festa em honra de Nossa Senhora do Desterro que se realiza no primeiro fim de semana de Setembro.

Gente Ilustre de Pontével


noticias 

Marco Chagas (Ciclista vencedor de 4 Voltas a Portugal em Bicicleta)





A Avó Ema, falava muito neste famoso ciclista e, tinha muito orgulho em ser Pontevelense.


Curiosidades antigas:

mulher do milho
 

povo de Pontével teve desde sempre várias profissões diferentes. A maior parte da população sempre se dedicou a agricultura, uns tinham propriedades suas onde trabalhavam durante todo o ano, muitos, principalmente jovens e até crianças deslocavam-se para o "campo" na região de Valada do Ribatejo, Reguengo, etc., para trabalharem nas grandes quintas ai existentes.

Passavam lá semanas sem vir a casa, ficando na quinta onde a noite e a luz da candeia as raparigas bordavam o seu enxoval, cantavam e até dançavam. A Quarta-feira os namorados iam às quintas ver as suas amadas.

Nessas quintas, tinham varias ocupações assim como todas as tarefas relacionadas como da plantação até a colheita do arroz, trabalhos nas vinhas entre outros. Também havia quem por cá ficasse, por exemplo o sapateiro que trabalhava todo o santo dia além de ensinar aos seus aprendizes a sua arte. Havia quem se dedicasse a produção de cal, que era feita em fornos dos quais ainda hoje há vestígios.

Nos finais do século XIX princípios do século XX, Pontével começa de novo a reaparecer e dai para cá pode-se dizer que esta em pleno desenvolvimento. Em 1906 foi fundado um jornal que tinha por nome, "A Verdade", era totalmente feito a mão e do qual só existe provas a partir do terceiro número, aparecendo assim novas ocupações nesta vila.


vindima -Em 1956 começou a fazer-se a Festa dos Fazendeiros, que se efectua sempre no primeiro Domingo a seguir a Páscoa, ou seja no Domingo de Pascoela na qual eram e continuam a ser representadas as ocupações acima descritas. Contudo com a evolução dos tempos o camponês desta região perdeu, neste ultimo quarto de século as suas raízes ocupacionais bem como a maneira de vestir.


Usava calça ajustadissima a "boca de sino", barrete preto, posto com garbo, e camisa branca engomada, em dias festivos. . Por cima desta apenas o colete; a jaqueta ficava pendurada no ombro esquerdo. Na mão direita empunhava o inseparável cajado. A camponesa - a campina - no dialecto do povo, essa era garrida em extremo: saia de baeta vermelha, com barra de renda preta por trás, fazendo-a ela abrir em leque com o manear gracioso do seu andar.

Calçava tamanca preta de polimento, e as típicas meias de algodão de cores berrantes com pontos complicados e denominadas, segundo estes, meias aos "olhos", aos "arcos", as "pipias", etc. A blusa era de cor clara e bem ajustada ao tronco esbelto donairoso. O lenço de lã, de muitas cores, era posto a meio da cabeça para deixar ver o cabelo bem penteado e bem untado com "azeitinho da candeia". No avental a camponesa exibia toda a sua arte em pontos abertos.

Hoje já não se vê este tipo de traje a não ser no Rancho Folclórico de Pontével que tenta reproduzir com rigor todos os trajes utilizados pelos nossos antepassados.


local.pt/40-a-festa-dos-fazendeiros-em-pontevel-no-cartaxo-

Cartaxo – A vila de Pontével voltou a recordar os ofícios e as tradições rurais e agrícolas, no âmbito da 40.ª Festa dos Fazendeiros, que se realizou no passado dia 7 de abril.



População deu vida às tradições rurais e agrícolas da vila

Nesta 40.ª edição, quase duas dezenas de viaturas e vários grupos apeados participaram no cortejo, apresentando quadros relacionados com os trabalhos no campo e as vivências sociais que marcaram o quotidiano de outros tempos.

No que respeita aos trabalhos agrícolas, figurantes trajados à época representaram a poda e a cura da vinha, a monda do trigo e até a abertura de um poço. Pela importância que tiveram outrora muitos ofícios tradicionais, a população continua a querer manter viva a memória destas atividades, tendo recordado este ano o trabalho de marceneiro, moleiro, das costureiras, lavadeiras e dos serradores que trabalhavam nos pinhais dos arredores da vila.

Mas a vida não era feita apenas de trabalho, por isso também as vivências sociais tiveram lugar neste cortejo, com a representação de uma “taverna antiga”, um casamento à época de 1900 e até um passeio pela vila feito por uma governanta e uma ama de uma família abastada de fazendeiros – um quadro do qual faziam parte os participantes mais novos desta festa: dois bebés de quatro meses, vestidos também à época de 1900 e transportados num carrinho que remonta igualmente a essa época".
 


Tenho a certeza que tinha adorado ver este espétaculo ao vivo , de qualquer maneira concerteza que o viu à sua "maneira".




Ema Rosálea Areosa Ribeiro
* Cartaxo, Pontével 15.06.1913

Parabéns Avó Ema!

sábado, 15 de junho de 2013

"Tempo de Festejar os Santos"



 Junho é um mês para celebrar. Celebrar as Crianças, o Verão, os Santos Populares.






.calendarr.com

O Dia de Santo António é celebrado no dia 13 de junho.

Santo António é o santo padroeiro da cidade de Lisboa e conhecido como o santo casamenteiro, sendo o santo a quem os jovens devem pedir ajuda para arranjar namorada(o) e/ou casar.

As crianças devem dar uma esmolinha ao Santo António e pedir proteção e saúde.

Santo António nasceu a 15/08/1195, em Lisboa, e faleceu a 13/06/1231, em Pádua.

Neste dia é feriado municipal em Lisboa. As festividades da cidade são marcadas pelas marchas populares, casamentos de Santo António, com a celebração de vários casamentos em conjunto e pelos arraiais nos bairros da cidade. Os lisboetas têm por hábito festejar o Santo António nas ruas da cidade enfeitando as casas e bairros históricos com cores coloridas e colocando o manjerico na janelas.

A tradição manda que no dia de Santo António, os foliões comam sardinhas assadas, caldo verde, pimento assado e broa.


lisboanoguiness.blogs

Marchas Populares (Origens)

As “Maias”, originaram as festas dos três Santos Populares, Santo António, S. João e S. Pedro.

Eram as “Maias” cantos litúrgicos dedicados no mês de Maio, à Virgem Maria. Porém, tendo-se adulterado o seu carácter religioso, com  o povo a fazer bailados  nas ruas das cidades, foram consideradas pagãs e por isso proibidas no século XIV, por ordem de El-Rei Dom João I.

O povo que sempre gostou de cantar e bailar, passou todavia, a celebrar outra festa, oriunda da bênção dos primeiros frutos, em Quinta-Feira de Ascensão de Jesus Cristo: o “Dia da Espiga”, o povo vai aos campos para recolher, raminho de oliveira, rosmaninho, malmequer, papoila e trigo.

Ainda hoje na «Quinta-Feira da Espiga»,  há esta tradição chegando a haver vendedores de rua a vender o “Raminho da Espiga” e que segundo a tradição é guardado em casa até ao ano seguinte.

Por meados do século XVIII,  os franceses durante o período napoleónico, iniciaram  a moda de dançar as marchas militares,  realizavam em Junho para celebrar a tomada da Bastilha a que chamavam “marche aux falambeaux ” em que o povo desfilava com uns archotes acesos na mão.

Este costume foi adoptado pelos portugueses que lhes passaram a chamar “Marcha ao flambó" (portanto adaptação do termo francês), só que nós os portugueses substituímos os «archotes revolucionários dos franceses» por "balões de papel" e "fogo de artificio", que  tinham sido costumes trazidos da China no século XVII, e que jà eram usados nos arraiais e feiras por todo o País.

E  assim  as antigas danças e cantares de "Maio à Virgem Maria",  que  entretanto tinham sido proibidas foram transpostas para o mês de Junho, passando a celebrar-se as festas dos «Santos Populares»,  “Santo António, São João e São  Pedro “.

Lisboa veste-se de cravos rubros que são esplendor em Junho festivo, de vasos com manjericos nas janelas, sendo costume colocar na copa do manjerico, um cravo encarnado com uma bandeirinha hasteada com uma quadra popular escrita.




Curiosidades:

Ateia-se uma fogueira  para assar as sardinhas,  mas os rapazes e raparigas saltam e bailam á sua volta até ao raiar do dia.
A alcachofra brava, também tem o seu simbolismo nestas festividades, quem queria saber se era correspondida/o no amor pelo namorado, devia chamuscar na fogueira, a alcachofra em flor, e se a mesma  passados alguns dias voltasse a florir, era sinal que o amor era sincero e daria em casamento.

As Marchas têm um ritmo diferente do Fado: mais cadenciado, mais vivo e de métrica poética menos uniforme, sempre enriquecida pelo «estribilho» , o refrão no Fado, mas arcos, balões, cravos manjericos, alcachofras, fogueiras e danças não deixam de ser motivos de inspiração para os letristas de Fado.

http://m.dnoticias.ptConsulta: Fado- Mascarenhas Barreto


Assim, o mês de junho é conhecido por mês dos Santos Populares', em que se celebram  três santos de carisma bem popular: Santo António (dia 13), São João (24) e São Pedro (29).


O primeiro é bem lusitano. Trata-se, inclusive, do único santo nascido em Lisboa. De nome de baptismo Fernando Bolhão (ou de Bulhões), nasceu em finais do século XII e aos 20 anos decidiu enveredar pela vida religiosa, optando, anos depois, por ser padre franciscano, dedicando-se assim aos pobres. E mudando o nome de Francisco para (irmão) António, percorrendo mundo. Também ficou conhecido como Santo António de Pádua, por nessa região de Itália ter vivido nos últimos anos antes de morrer em 1231, A 13 de Junho

Se Santo António está associado a Lisboa, São João encontra-se ligado à cidade do Porto. Atenção, São João do Porto, padroeiro da cidade, e não São João Baptista. Uma personagem que remonta ao século IX, eremita, de nome João. Só que tal história nunca foi bem aceite e, assim, o 'São João do Porto' é comemorado no mesmo dia que São João Baptista… também eremita. Nascido a 24 de Junho.

O mais antigo santo da Igreja Católica, Pedro, nasceu como Simão mas foi Jesus a lhe mudar o nome por analogia com 'pedra' - a 'pedra' sobre a qual se iria construir a Igreja Católica. Tendo, por isso, o primeiro dos Apóstolos de Jesus sido considerado o primeiro Papa. Por ter morrido muito velho - pelo menos para a época - é habitualmente representado com barbas brancas e como se apresenta como guardador das 'portas do céu' ei-lo de chaves na mão…

História

O que é um manjerico?
Qual a diferença entre manjerico e manjericão? Manjerico, de nome científico 'ocimum basilicum minimum', é uma planta que pertence à família das 'lamiaceae'. Apresenta folhas ovadas, verde claras, com cheiro intenso, dá flores em fascículos e aromáticas. Por tradição, é muito utilizado nas Festas de Santo António e de São João, com os namorados a ofertarem às suas amadas uma planta, num pequeno vaso, e com uma quadra escrita em papel. O manjerico tanto pode ser utilizado como erva aromática na culinária ou como elemento meramente decorativo. Da mesma família e de sabor idêntico, a grande diferença que o manjericão apresenta do manjerico é que as folhas daquele são maiores e mais tenras.

Qual a origem da palavra 'manjerico'?
 'Manjerico' vem do grego 'basilikón', ou seja, 'erva do palácio'. No latim, recebeu o nome de 'ocimum basilicum'. Até chegar ao português, desde o grego 'basilikón' - que no latim 'deu' basilicum', palácio/edifício público - passou a ser pronunciado 'masilicum', cuja variante resultou em 'magiricum'. Em francês, manjerico é ´basilic' e em italiano 'basilico'. Curiosamente foi um português, o padre Manuel Bernardes, quem registou pela primeira vez esta planta num clássico da literatura.

Pergunta & resposta

Como é que surgiram as marchas populares?
Esta é uma tradição portuguesa que começou em Lisboa. Precisamente por ocasião das Festas de Santo António, acontecidas a partir do século XVI. Então, como agora, com muita animação e com cada bairro a tentar ser melhor que o outro. Exactamente como sucede nos dias de hoje, desta feita de um modo mais elaborado, com a organização do desfile das Marchas Populares.

Porque motivo Santo antónio é considerado 'santo casamenteiro'?
Não há qualquer explicação fundamentada para tal. Apenas a associação de que na altura em que se festeja o Santo António é uma época relacionada com a fecundidade. Muito conhecida em Portugal, a iniciativa 'Noivas de Santo António', que realiza anualmente em Lisboa, teve início em 1950, numa iniciativa do já extinto Diário Popular, que ajudava os pobres a fazerem uma festa no dia do casamento.

O que é que fogueiras e balões têm a ver com os santos populares?
As fogueiras fazem parte da tradição pagã de celebrar o solstício de Verão. É assim que a tradição da fogueira acontece em vários países no dia de São João (24 de Junho). Já os balões inserem-se na mesma lógica das fogueiras, ou seja, da luz e seus efeitos visuais. Antes os balões eram lançados para anunciarem o início das festas.


Por isso, já sabe aproveite e divirta-se! Vá ao enconto do que é verdadeiramente nosso, Tradicional e   Popular !