sábado, 15 de junho de 2013

"Tempo de Festejar os Santos"



 Junho é um mês para celebrar. Celebrar as Crianças, o Verão, os Santos Populares.






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O Dia de Santo António é celebrado no dia 13 de junho.

Santo António é o santo padroeiro da cidade de Lisboa e conhecido como o santo casamenteiro, sendo o santo a quem os jovens devem pedir ajuda para arranjar namorada(o) e/ou casar.

As crianças devem dar uma esmolinha ao Santo António e pedir proteção e saúde.

Santo António nasceu a 15/08/1195, em Lisboa, e faleceu a 13/06/1231, em Pádua.

Neste dia é feriado municipal em Lisboa. As festividades da cidade são marcadas pelas marchas populares, casamentos de Santo António, com a celebração de vários casamentos em conjunto e pelos arraiais nos bairros da cidade. Os lisboetas têm por hábito festejar o Santo António nas ruas da cidade enfeitando as casas e bairros históricos com cores coloridas e colocando o manjerico na janelas.

A tradição manda que no dia de Santo António, os foliões comam sardinhas assadas, caldo verde, pimento assado e broa.


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Marchas Populares (Origens)

As “Maias”, originaram as festas dos três Santos Populares, Santo António, S. João e S. Pedro.

Eram as “Maias” cantos litúrgicos dedicados no mês de Maio, à Virgem Maria. Porém, tendo-se adulterado o seu carácter religioso, com  o povo a fazer bailados  nas ruas das cidades, foram consideradas pagãs e por isso proibidas no século XIV, por ordem de El-Rei Dom João I.

O povo que sempre gostou de cantar e bailar, passou todavia, a celebrar outra festa, oriunda da bênção dos primeiros frutos, em Quinta-Feira de Ascensão de Jesus Cristo: o “Dia da Espiga”, o povo vai aos campos para recolher, raminho de oliveira, rosmaninho, malmequer, papoila e trigo.

Ainda hoje na «Quinta-Feira da Espiga»,  há esta tradição chegando a haver vendedores de rua a vender o “Raminho da Espiga” e que segundo a tradição é guardado em casa até ao ano seguinte.

Por meados do século XVIII,  os franceses durante o período napoleónico, iniciaram  a moda de dançar as marchas militares,  realizavam em Junho para celebrar a tomada da Bastilha a que chamavam “marche aux falambeaux ” em que o povo desfilava com uns archotes acesos na mão.

Este costume foi adoptado pelos portugueses que lhes passaram a chamar “Marcha ao flambó" (portanto adaptação do termo francês), só que nós os portugueses substituímos os «archotes revolucionários dos franceses» por "balões de papel" e "fogo de artificio", que  tinham sido costumes trazidos da China no século XVII, e que jà eram usados nos arraiais e feiras por todo o País.

E  assim  as antigas danças e cantares de "Maio à Virgem Maria",  que  entretanto tinham sido proibidas foram transpostas para o mês de Junho, passando a celebrar-se as festas dos «Santos Populares»,  “Santo António, São João e São  Pedro “.

Lisboa veste-se de cravos rubros que são esplendor em Junho festivo, de vasos com manjericos nas janelas, sendo costume colocar na copa do manjerico, um cravo encarnado com uma bandeirinha hasteada com uma quadra popular escrita.




Curiosidades:

Ateia-se uma fogueira  para assar as sardinhas,  mas os rapazes e raparigas saltam e bailam á sua volta até ao raiar do dia.
A alcachofra brava, também tem o seu simbolismo nestas festividades, quem queria saber se era correspondida/o no amor pelo namorado, devia chamuscar na fogueira, a alcachofra em flor, e se a mesma  passados alguns dias voltasse a florir, era sinal que o amor era sincero e daria em casamento.

As Marchas têm um ritmo diferente do Fado: mais cadenciado, mais vivo e de métrica poética menos uniforme, sempre enriquecida pelo «estribilho» , o refrão no Fado, mas arcos, balões, cravos manjericos, alcachofras, fogueiras e danças não deixam de ser motivos de inspiração para os letristas de Fado.

http://m.dnoticias.ptConsulta: Fado- Mascarenhas Barreto


Assim, o mês de junho é conhecido por mês dos Santos Populares', em que se celebram  três santos de carisma bem popular: Santo António (dia 13), São João (24) e São Pedro (29).


O primeiro é bem lusitano. Trata-se, inclusive, do único santo nascido em Lisboa. De nome de baptismo Fernando Bolhão (ou de Bulhões), nasceu em finais do século XII e aos 20 anos decidiu enveredar pela vida religiosa, optando, anos depois, por ser padre franciscano, dedicando-se assim aos pobres. E mudando o nome de Francisco para (irmão) António, percorrendo mundo. Também ficou conhecido como Santo António de Pádua, por nessa região de Itália ter vivido nos últimos anos antes de morrer em 1231, A 13 de Junho

Se Santo António está associado a Lisboa, São João encontra-se ligado à cidade do Porto. Atenção, São João do Porto, padroeiro da cidade, e não São João Baptista. Uma personagem que remonta ao século IX, eremita, de nome João. Só que tal história nunca foi bem aceite e, assim, o 'São João do Porto' é comemorado no mesmo dia que São João Baptista… também eremita. Nascido a 24 de Junho.

O mais antigo santo da Igreja Católica, Pedro, nasceu como Simão mas foi Jesus a lhe mudar o nome por analogia com 'pedra' - a 'pedra' sobre a qual se iria construir a Igreja Católica. Tendo, por isso, o primeiro dos Apóstolos de Jesus sido considerado o primeiro Papa. Por ter morrido muito velho - pelo menos para a época - é habitualmente representado com barbas brancas e como se apresenta como guardador das 'portas do céu' ei-lo de chaves na mão…

História

O que é um manjerico?
Qual a diferença entre manjerico e manjericão? Manjerico, de nome científico 'ocimum basilicum minimum', é uma planta que pertence à família das 'lamiaceae'. Apresenta folhas ovadas, verde claras, com cheiro intenso, dá flores em fascículos e aromáticas. Por tradição, é muito utilizado nas Festas de Santo António e de São João, com os namorados a ofertarem às suas amadas uma planta, num pequeno vaso, e com uma quadra escrita em papel. O manjerico tanto pode ser utilizado como erva aromática na culinária ou como elemento meramente decorativo. Da mesma família e de sabor idêntico, a grande diferença que o manjericão apresenta do manjerico é que as folhas daquele são maiores e mais tenras.

Qual a origem da palavra 'manjerico'?
 'Manjerico' vem do grego 'basilikón', ou seja, 'erva do palácio'. No latim, recebeu o nome de 'ocimum basilicum'. Até chegar ao português, desde o grego 'basilikón' - que no latim 'deu' basilicum', palácio/edifício público - passou a ser pronunciado 'masilicum', cuja variante resultou em 'magiricum'. Em francês, manjerico é ´basilic' e em italiano 'basilico'. Curiosamente foi um português, o padre Manuel Bernardes, quem registou pela primeira vez esta planta num clássico da literatura.

Pergunta & resposta

Como é que surgiram as marchas populares?
Esta é uma tradição portuguesa que começou em Lisboa. Precisamente por ocasião das Festas de Santo António, acontecidas a partir do século XVI. Então, como agora, com muita animação e com cada bairro a tentar ser melhor que o outro. Exactamente como sucede nos dias de hoje, desta feita de um modo mais elaborado, com a organização do desfile das Marchas Populares.

Porque motivo Santo antónio é considerado 'santo casamenteiro'?
Não há qualquer explicação fundamentada para tal. Apenas a associação de que na altura em que se festeja o Santo António é uma época relacionada com a fecundidade. Muito conhecida em Portugal, a iniciativa 'Noivas de Santo António', que realiza anualmente em Lisboa, teve início em 1950, numa iniciativa do já extinto Diário Popular, que ajudava os pobres a fazerem uma festa no dia do casamento.

O que é que fogueiras e balões têm a ver com os santos populares?
As fogueiras fazem parte da tradição pagã de celebrar o solstício de Verão. É assim que a tradição da fogueira acontece em vários países no dia de São João (24 de Junho). Já os balões inserem-se na mesma lógica das fogueiras, ou seja, da luz e seus efeitos visuais. Antes os balões eram lançados para anunciarem o início das festas.


Por isso, já sabe aproveite e divirta-se! Vá ao enconto do que é verdadeiramente nosso, Tradicional e   Popular !

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