domingo, 30 de junho de 2013

"Tempo de Escola"






Com a aproximação do final do ano letivo, as escolas preparam-se para receber as famílias na "grande" Festa.

Arraial, jogos tradicionais, música, sardinhas,  e as "pequenas" mas enormes "Estrelas", as nossas Crianças. 

Fazem o melhor que podem e sabem, para agradar os crescidos. Cantam, dançam e encantam.
Algumas estão alegres e descontraídas, outras, as mais sensíveis e reservadas, emocionam-se e ficam com os olhos tristes. Mas, ficam ali (de pé), perante a enorme plateia, pais, avós, tios, primos, amigos. Os professores sempre do seu lado apoiam, ensinam e vivem o momento. Afinal, estão ali meses de trabalho, com histórias, canções, projetos, ensaios...é o momento de Glória, em que é apresentada a Sabedoria da relação Escola/Professor/Aluno.

É como uma grande família, pois vivem muitas horas por dia e por ano juntos. Têm um papel essencial na vida das pessoas e da sociedade. Fazem ver e acontecer momentos únicos e inesquecíveis.

 Momentos que ficam guardados nos nossos corações para sempre, que nunca se esquecem. Guardam-se, junto daquelas "pérolas preciosas" que não têm forma, cor ou peso. Ficam no baú do "Tesouro das Emoções".

A grande instituição, que é a Escola, devia ter sempre um espaço reservado no album de família, as memórias de uma vida.


  


Curiosidades sobre a Escola:



http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/escola/ensinoroma/

 É aos romanos que se deve o primeiro sistema de ensino de que há conhecimento: um organismo centralizado que coordena uma série de instituições escolares espalhadas por todas as províncias do Império. O carácter oficial das escolas e a sua estrita dependência relativamente ao estado constituem, não apenas uma diferença acentuada relativamente ao modelo de ensino na Grécia, como também uma novidade importante.

O nascimento das Escolas Latinas

As primeiras escolas latinas são inteiramente, na sua origem, de inspiração grega. Limitam-se a imitá-las, tanto no que concerne ao programa, como aos métodos de ensino.

Porém, os romanos vão pouco a pouco organizá-las em três graus distintos e sucessivos: a instrução primária, o ensino secundário e o ensino superior, aos quais correspondem três tipos de escolas, confiadas a três tipos de Mestres especializados. 

As escolas primárias datam provavelmente dos séculos VII e VI a.c., as secundárias surgem no século III a.c. e das superiores somente há conhecimento da sua existência a partir do século I a.c..A data em que surgiram as primeiras escolas primárias permanece controversa. 

Pensa-se que o ensino elementar das letras terá surgido em Roma muito antes do século IV a.c., provavelmente remontando ao período etrusco da Roma dos Reis. Data do ano 600 a.c. a tabuleta de marfim de Marsigliana d’Albegna que possui gravada na faixa superior do seu quadro um alfabeto arcaico muito completo, destinado a servir de modelo de escrita incipiente que se exercitava escrevendo na cera da tabuleta.

Se é certo que a iniciação da criança nos estudos fica a cargo de um preceptor particular (em especial nas famílias aristocráticas), por volta dos sete anos a criança é confiada a um Mestre Primário – o litterator, “aquele que ensina as letras”, também designado por primus magister, magister ludi, magister ludi literarii, ou, como viria a ser designado no século IV a.c., o institutor. O primus magister é, em Roma, mal remunerado e pouco conceituado na hierarquia social.

Tal como na Grécia, também as crianças romanas se faziam acompanhar à escola por um escravo, designado segundo a terminologia grega por Paedagogus. Este poderia, em determinadas circunstâncias, ascender ao papel de explicador ou até mesmo de mentor, arcando assim com a educação moral da criança. O Paedagogus conduzia o seu pequeno senhor à escola, designada por ludus litterarius, e aí permanecia até ao final da lição. O ensino é colectivo, as meninas também frequentavam a escola primária, embora para elas o preceptorado privado pareça ter sido a nota dominante.

Cabe ao Mestre providenciar as instalações. Este resguarda os seus alunos debaixo de um pequeno alpendre protegido por um toldo – pérgula -  nas proximidades de um pórtico ou na varanda de alguma mansão aberta e acessível a todos. Há conhecimento de ter existido em Roma  uma escola abrigada na esquina do Fórum de César. As aulas são portanto essencialmente ministradas ao ar livre, em local isolado dos barulhos e das curiosidades da rua por meio de um tabique – o velum.

As crianças agrupam-se em torno do Mestre que pontifica da sua cadeira – a cathedra - colocada sobre um estrado. O mestre é muitas vezes assistido por um ajudante, o hypodidascales. Sentadas em escabelos sem encosto, as crianças escrevem sobre os joelhos.

A jornada escolar da criança romana tinha início muito cedo e durava até ao pôr-do-sol. As aulas apenas eram suspensas durante as festas religiosas, nas férias de Verão (dos finais de Julho a meados de Outubro) e também durante as nundinae que semanalmente se repetiam no mercado. 

Além da leitura, o programa compreende a escrita em duas línguas (latim e grego) e um pouco de cálculo no qual se inclui a aprendizagem do ábaco e do complexo sistema romano de pesos e medidas. Para a aprendizagem do cálculo recorria-se vulgarmente à utilização de pequenas pedras - calculi - bem como à mímica simbólica dos dedos.



Números simbolizados pelos dedos

A técnica aprofundada do cálculo escapa no entanto à competência do primus magister, sendo ensinada mais tarde por um especialista, o calculator. Este distingue-se do primus magister na medida em que o seu papel está mais próximo do de um especialista, como os calígrafos ou os estenógrafos.

Na aprendizagem da escrita começava-se por se aprender o alfabeto e o nome das letras, de A a X, antes mesmo de lhes conhecer a forma. O nome das letras era seguidamente ensinado ao contrário, de X a A e posteriormente aos pares, primeiro agrupados segundo uma dada ordem e logo após agrupados de forma aleatória. Seguia-se a aprendizagem das sílabas, em todas as combinações possíveis e, por fim, dos nomes isolados. Estes três tipos de aprendizagem constituem as categorias sucessivas do abecedarii, syllabarii e nomirarri. Antes de passar à redacção de textos era ensaiada a escrita de pequenas frases bem como máximas morais de um ou dois versos.

O ensino da escrita é simultâneo ao da leitura. A criança escreve em sua tabuleta as letras, palavras ou textos cuja leitura deverá posteriormente efectuar. Empregam-se a princípio dois métodos alternados: um que remonta às origens da escola grega e que consiste em guiar a mão da criança para lhe ensinar o ductus, e outro mais moderno, talvez originário da escola latina, em que se utilizam letras gravadas em concavidades na tabuleta que a criança retraça usando o estilete de ferro e seguindo o sulco através da cera. Esta é alisada com o polegar logo que tenha terminado a tarefa, para que assim possa reproduzir as letras na tabuleta.






 Tabuletas ceráceas para escrever
                           

                                       
canetas e stili romanos



Quando surgem o pergaminho e o papiro a criança passa a escrever com uma cana talhada e molhada em tinta.



                  Tinteiros romanos

Os livros são feitos com folhas coladas lateralmente e enroladas à volta de uma varinha. Para ler, a varinha é mantida na mão direita e com a outra mão desenrola-se a folha única.

Associada à leitura e à escrita encontra-se a declamação. A criança é incentivada a memorizar pequenos textos à semelhança do que ocorria na Grécia.   

Os alunos são agrupados em classes, de acordo com o seu rendimento escolar. O autor (desconhecido) dos Hermeneumata Pseudodositheana salienta a necessidade de “...levar em conta, para um e para todos, as forças, o adiantamento, as circunstâncias, a idade, os temperamentos vários e o desigual zelo dos diversos alunos.” Esboça-se uma modalidade de “ensino mútuo”, em que os melhores alunos colaboram com o primus magister ensinando aos colegas as letras e as sílabas. Os títulos (designação latina para quadro preto) é também uma invenção romana. Consiste num rectângulo de cartão preto em torno do qual os alunos se agrupam de pé, ordeiramente.

 Estes métodos começam a ser questionados por volta do século I da nossa era, tendo-se registado desde então uma evolução no sentido de um abrandamento da disciplina em favor de uma indulgência crescente para com as crianças. A rotina pedagógica foi aligeirada com a introdução de novas práticas de ensino que ficam a dever-se a Marco Fábio Quintiliano, reconhecido Professor de Eloquência que viveu no século I da nossa era."



Em pleno século XXI ,ano de 2013, podemos questionar-nos sobre muitas mudanças que existiram, ao longo de séculos, na educação. Umas para pior, mas outras concerteza que evuluíram de uma forma muito positiva.

É bom saber que o excesso de austeridade e a imposição de certas "matérias" às crianças, desapareceram. Sendo assim, deu lugar, pelo menos na primeira infância a uma variedade atrativa e interessante de "disciplinas", ligadas à arte, às "letras" e também à "matemática". Logo desde pequeninos, são estimulados para gostarem e estarem atentos ao mundo que os rodeia.

As Escolas já não vivem fechadas sobre si mesmas, mas viradas para a comunidade. As crianças não só vêem, como sentem e vivem cada momento, com mais intensidade e alegria.

Cabe, então a nós Pais, Educadores e Professores dar continuidade, a esta evolução tão benéfica, que a Educação sofreu. Seja pela música, história, poesia, expressão corporal... o fundamental, é mantê-los sempre interessados em alguma coisa, e ajudá-los a escolher o melhor caminho a seguir.



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